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Trinta por uma linha

Aos cinquenta e quatro

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Quando eu tiver 54 anos, gostava mesmo de ser capaz de cantar esta música. Não digo cantar afinado e respeitar tons, timbres e ritmos. Quero ser capaz, do alto dos meus 54 anos, de sentir cada um dos versos da letra, sentindo-os como verdadeiros. Não quero sentir que o fim está perto, nem que a cortina está a descer, pois espero viver uns bons anos para lá dos 54. Mas quero que, com essa idade, eu possa dizer, como Frank Sinatra disse, quando cantou a música pela primeira vez, com essa mesma idade, que viveu uma vida cheia, que viajou tudo o que tinha para viajar e que, no fundo, amou tudo o que tinha para amar. Direi que ri e que chorei. Também direi, espero eu, tal como ele disse, que houve alturas em que ultrapassei limites, exagerei, em que ambicionei mais do que poderia ter. Lembrarei empurrões que me abalaram, me tiraram o equilíbrio e uns quantos desvios que quase me faziam sair da rota, mas lembrarei também que nunca virei a face a esses mesmos momentos e os enfrentei a todos, sem que nunca me conseguissem vergar. Espero poder olhar para trás e relembrar tudo com um sorriso no rosto, porque acima de tudo, poderei dizer bem alto, para que não fiquem quaisquer tipo de dúvidas, que tudo o que fiz, vivi, sofri, tudo o que alcancei e falhei foi sempre, e sem nenhuma exceção, à minha maneira.

 

 

 

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