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Trinta por uma linha

Capítulo III - O balão da Felicidade

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Se é verdade que por vezes não é preciso um grande esforço para nos sentirmos felizes enquanto casal, não se pode negar que há momentos também em que é preciso um esforço extra para que se mantenha um ambiente de felicidade no nosso lar. As circunstâncias do dia-a-dia fazem com que, por vezes, andemos um pouco mais tristes, sem a mesma vontade para sorrir, noutras ocasiões até nos sentimos assim sem motivo aparente. Ora é nessas alturas que precisamos de garantir que o balão da felicidade entre o casal não se esvazie. Há que diariamente ter a preocupação de sentir o outro feliz, e se virmos que isso não está a acontecer, temos de tentar perceber o porquê e dar o nosso apoio e carinho.

Eu, com as minhas constantes preocupações absurdas, não sou exemplo, mas se por acaso vejo que a minha esposa anda mais calada, ou preocupada, ou então que algo no seu comportamento está diferente, não descanso enquanto ela não não me disser o que se passa. E aí é que surge o problema, porque ela normalmente diz que está tudo bem, que não se passa nada. E eu, nessas alturas, penso para mim: "Ou é, mais uma vez, a minha imaginação fértil a dar frutos e eu estou a imaginar coisas, ou então, fiz algo de errado que a ofendeu e nem sequer dei conta" (que é o que normalmente acontece). E pronto, lá tenho eu de andar a investigar, a fazer mil e uma perguntas, a inventar cenários hipotéticos na minha cabeça, porque ela simplesmente não me diz o que se passa, principalmente se fui eu que meti água. Quando eu, qual Sherlock Holmes, finalmente descubro, lá vou falar com ela e tentar que as coisas se resolvam da melhor maneira, porque se vir que ela não está bem, eu próprio também não me consigo sentir bem e isso é uma chatice.

O que eu quero demonstrar com este exemplo é que meto a pata na poça muitas vezes, mas também que me preocupo em saber se está tudo bem, e faço de tudo para que tudo volte ao normal, se não estiver. Porque, para mim, é fundamental haver esta preocupação, esta procura constante de harmonia e felicidade dentro dos nossos lares. Só assim me sinto bem e penso que isso é fundamental para que as relações funcionem, isto é, sabermos que tanto nós como a outra parte, dependemos um do outro para nos sentirmos bem e estamos dispostos a fazer o que estiver ao nosso alcance para que vivamos ambos felizes. Para mim, a isso se pode chamar viver em comunhão e estar verdadeiramente casado com alguém. 

 Este post faz parte da rubrica Celebração do dia de São Valentim

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