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Trinta por uma linha

Os tons da realidade

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Estranhamente ou não, é quando me sento a escrever com um bloco de notas e uma caneta na mão que encontro mais clareza de mente para pensar sobre mim, sobre os que me rodeiam e principalmente sobre a minha interação com estes outros. Por vezes fazemos coisas boas com más intenções, por vezes coisas más com algo de bom em mente. Dou comigo a pensar nesta ténue linha que separa o bem do mal, a aceitação da rejeição. Concluo que as pessoas não são totalmente corretas, nem totalmente incorretas.

 

Há uma infinitude de fatores, circunstâncias que nos levam a agir de determinada maneira e não de outra. É certo que somos todos uns refinados patifes e temos atitudes que devemos reprovar, no entanto, não é justo sermos julgados à luz de uma lógica cega e fria que não olha a situações nem a argumentos. Se a sociedade se consciencializasse desta verdade, se as pessoas percebessem que o mundo não é um paraíso de tons monocromáticos, mas sim uma treva cheia de cor, e que o seu mais elevado valor se encontra no tom mais escondido, o perdão seria muito mais fácil e espontâneo.

 

Desculpem-me o exagero, mas não se nasce assassino, ladrão ou terrorista. Há todo um culpado mundo de fortunas que justifica certos atos, por mais cruéis que nos possam parecer. Nascemos a sonhar e crescemos a acreditar, por isso é importante que tenhamos coragem de nunca desistir de acreditar na bondade da raça humana. Por muito difícil que isso possa parecer. 

 

 

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