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Trinta por uma linha

Sem trabalho, nada feito.

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Passa, por entre a nossa sociedade, uma ideia, que confesso, me causa uma certa repulsa por tão redutora que me parece ser, e, simultaneamente, por ser tão bem aceite pela maioria das pessoas. Essa ideia consiste numa conceção unanimemente aceite de que a nossa sociedade pertence aos predestinados, aos génios, àqueles afortunados que supostamente nasceram com mais e melhores capacidades que os outros. Parece mais que claro e lógico, aos olhos da arraia miúda, tão influenciada pelos sensacionalistas meios de comunicação que o mundo é dos que já nasceram para o governar, porque nasceram com eles as qualidades necessárias para que isso acontecesse. Pois eu não podia discordar mais. 

Renego esta visão mais que todas as outras, abomino-a tanto como o abominável homem das neves, pois tal como ele, essa mesma ideia trata-se de um mito, uma invenção, uma mentira que, em benefício de alguns é tantas vezes dita, que parece que, na cabeça de certas pessoas, passou a ser uma verdade dogmática. 

Para mim, o mundo não é dos mais inteligentes, dos génios, daqueles que tiveram a sorte de nascer com mais que os outros. Para mim, a vida não é dos que precisam de fazer menos para ter mais. A vida é dos lutadores, dos que com limões fazem limonada, daqueles que, mesmo tendo contra si todas as probabilidades, ultrapassam todas as expectativas. E ultrapassam-nas porque trabalham, porque insistem, porque não desistem, porque não param de tentar até chegar à meta que tanto anseiam. 

Os mais céticos dir-me-ão que vivo num mundo inocentemente cor de rosa, que é coisa que não existe. Dir-me-ão que o mundo é daqueles para quem já está destinado. Pois eu, que não acredito em destino, que acredito em liberdade e livre-arbítrio, respondo que a vida é nossa e é o que nós quisermos fazer dela, que acabará por ser resultado do somatório de todas as lutas por nós travadas no nosso dia-a-dia. Por isso não acredito em génios, acredito em homens e mulheres que lutam diariamente, que não desistem, que com garra ganham o pão de cada dia e assim constroem o seu futuro, o seu império, a sua felicidade.

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