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Trinta por uma linha

Quanto menos de nós damos, menos queremos dar.

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Este post não será mais que a constatação de uma verdade que já todos sabemos existir. É o que se costuma designar uma verdade La Palice, por ser algo óbvio e lógico. Ainda assim, considero que é um tema sobre o qual nos devemos debruçar. Às vezes, conseguimos retirar as melhores lições das conclusões que damos por adquiridas. Comigo, aconteceu exatamente isso, neste caso particular. 

Com a pausa letiva da Páscoa, acabamos por ter uns dias em que, após a avaliação, temos um pouco mais de tempo para investir em nós, para praticar mais desporto, para ler mais, para escrever mais, para darmos um pouco mais de nós. Nos dias antes da pausa, já andamos a pensar em tudo o que vamos fazer, a fazer planos. 

Agora que estou de volta à rotina é que me apercebo que a maioria desses planos foi por água abaixo. Não fiz praticamente nada do que tinha planeado. Pratiquei menos exercício físico, não escrevi, não li. "Não tive tempo" digo eu a mim próprio. O que é engraçado é que quando tenho um dia cheio de aulas, consigo arranjar tempo para isso tudo. 

Quanto menos fazemos, menos queremos fazer. Lembro-me de ter ido correr a meio da semana passada e pensar para mim mesmo, "não sei como consigo fazer isto quase diariamente". E agora que a rotina retomou, percebo que chego até a sentir falta do exercício. 

Tudo isto para dizer que a nossa vida é realmente aquilo que quisermos fazer dela. Somos nós quem tem a última palavra. Se somos seres sedentários, passivos e inertes, não há mais ninguém para apontar o dedo a não ser nós mesmos. Podemos sempre arranjar desculpas, podemos inclusive escolher acreditar nelas. No entanto, desengane-se quem pensa que são os fatores externos que definem a nossa qualidade de vida. Por muito que nos custe e por muito que existam aspetos que saltem fora do nosso raio de ação, a última palavra é, salvo casos extremos, nossa. E isso dá-nos muito poder, mas dá-nos, simultaneamente, muita responsabilidade, porque demonstra-nos, sem qualquer margem de dúvidas, que só nós nos podemos separar dos objetivos a que nos propomos. Só a nossa inércia, falta de vontade ou qualquer outra desculpa que queiramos arranjar nos podem impedir e parar. Da mesma forma, só o nosso querer, a nossa fibra mental nos vai fazer levantar do sofá, desligar a televisão e dar uma caminhada no meio da natureza, nem que seja só para desfrutar da sua beleza, para admirar o mundo que temos. 

A qualidade da nossa vida é definida pela qualidade da nossa mente, pela qualidade dos nossos pensamentos, da nossa fibra e força mental. Quanto melhor dominarmos e controlamos a nossa mente, mais agradável a nossa vida se torna.

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