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Trinta por uma linha

As forças que ganhamos, ao fazermos o que gostamos

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Não raramente damos connosco a pensar o que poderíamos fazer, para que nos sentíssemos mais realizados. Já por diversas vezes aqui o disse, nunca nos sentimos satisfeitos, e isso também se aplica para muitos de nós, ao sentimento de realização que obtemos quando chega o fim do nosso dia. Às vezes nem tem a ver com um factor específico, pode ser um conjunto deles, mas quando, dia após dia, chegamos a casa, enervados, revoltados, insatisfeitos e o pensamento do dia seguinte ainda nos deixa pior, algo está mal, algo que fazemos durante o nosso dia vai contra a nossa natureza e faz com que ela repudie o que andamos a fazer. 

Por experiência própria, eu noto isso quando o domingo se torna, para mim, o pior dia da semana. Em anos anteriores, quando tinha turmas mais difíceis e um horário muito sobrecarregado, eu detestava o domingo, mais até do que a segunda, porque o meu corpo já estava a antecipar o que aí vinha. Eu passava o domingo a pensar já na semana que se avizinhava, sentia-me apático e não me apetecia fazer nada. 

Bem sei que não nos podemos dar ao luxo de escolher empregos, ou simplesmente passar o dia a fazer o que gostamos. Não sou inocente ao ponto de pensar que com um estalar de dedos, conseguimos ter a vida que queremos ou com que sonhamos. Mas se, de facto, não nos sentimos bem, temos de repensar o que fazemos, mudar rotinas, mudar de vida, talvez. 

O segredo está em fazermos o que amamos, em descobrirmos aquilo que liberta em nós todo o nosso potencial. Ao praticarmos a atividade que nos completa, que nos faz sentir realizados, colocaremos todas as nossas forças, até as que não sabemos que temos, nessa tarefa. E o melhor de tudo é que, no final, nos sentiremos profundamente felizes.

 

Jim Carrey fala disso mesmo num discurso que fez em 2014 e que eu considero altamente motivador. Espero que vos motive, inspire e esclareça, como me inspirou e esclareceu a mim.  

 

 

 

O que é isso da felicidade?

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Aquilo a que chamamos felicidade consiste na harmonia e na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva, convencida e decidida do espírito, ou seja, na paz da alma.

Thomas Mann

 

Quantas e quantas vezes a humanidade se questionou acerca do que é ou em que consiste a felicidade humana? Muitas são as propostas de resposta, muitos são os que apresentam as suas teorias. No entanto, séculos e séculos depois, continuamos a não encontrar uma definição que seja unanimemente aceite, continuando este a ser um conceito vago e alvo de muitas disputas. Uns afirmam que se não pensarmos muito nesse assunto, senão andarmos constantemente a questionarmo-nos acerca da nossa felicidade, isso significa que somos felizes. Eu, por outro lado, que me questiono obsessivamente sobre quase todas as questões existenciais, não concordo. Considero-me uma pessoa feliz, ainda que não consiga definir concretamente o que é a felicidade e passe uma quantidade razoável de tempo a pensar nela. 

Um destes dias, dei de caras com um pedaço de literatura que me deliciou e que me mostrou a resposta a grande parte das perguntas sobre a felicidade. Simultaneamente, foi algo que me serenou e enconrajou porque vai de encontro à minha opinião, não sobre a felicidade em particular, mas sobre a vida em geral. E, com isto, deu para ver, o quanto os pontos destas duas dimensões obviamente se tocam. Como Thomas Mann afirma, não pode haver felicidade sem harmonia, nem serenidade. Ora, eu sou um ser limitado e imperfeito que precisa de ver as coisas no seu lugar para se sentir bem. Por outro lado, se não existir na nossa vida uma finalidade, uma orientação, um objetivo último, tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia perde o seu sentido. A minha finalidade e orientação é fornecer todas as condições à minha família para que esta possa ser feliz, é ser um amigo fiel e compassivo, é ser uma pessoa reta e altruísta que troca a ambição da minha mente pela ambição do meu coração. Em suma, o objetivo da minha vida é utilizar as minhas potencialidades ao serviço não da minha pessoa, mas dos que me rodeiam, tornando-os felizes e alcançando eu próprio a felicidade pela satisfação que isso me provoca.

É fácil? Não. Muito frequentemente me deixo ceder às tentações mundanas, ao ter mais e mais, ao querer desmesurado, às expectativas demasiado elevadas, mas também me apercebo cada vez mais rápido que não é aí que encontro a tão desejada felicidade. Apenas encontro uma ambição egoísta e uma insatisfação insaciável. Rapidamente percebo que não é aí que vou encontrar a serenidade e a harmonia de que Thomas Mann falava. Esse estado de espírito só se encontrará quando nos habituarmos a aceitar a nossa verdadeira humanidade, a fraternidade que nos une a quem está junto de nós, as limitações que fazem com que precisemos deles e quando abrirmos as portas da nossa vida à humildade e simplicidade que apesar de não nos garantirem grandes casas, carros e ordenados, garante-nos a tal paz de alma, a tal satisfação que, no final de contas, não são mais que a nossa verdadeira felicidade.

Capítulo III - O balão da Felicidade

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Se é verdade que por vezes não é preciso um grande esforço para nos sentirmos felizes enquanto casal, não se pode negar que há momentos também em que é preciso um esforço extra para que se mantenha um ambiente de felicidade no nosso lar. As circunstâncias do dia-a-dia fazem com que, por vezes, andemos um pouco mais tristes, sem a mesma vontade para sorrir, noutras ocasiões até nos sentimos assim sem motivo aparente. Ora é nessas alturas que precisamos de garantir que o balão da felicidade entre o casal não se esvazie. Há que diariamente ter a preocupação de sentir o outro feliz, e se virmos que isso não está a acontecer, temos de tentar perceber o porquê e dar o nosso apoio e carinho.

Eu, com as minhas constantes preocupações absurdas, não sou exemplo, mas se por acaso vejo que a minha esposa anda mais calada, ou preocupada, ou então que algo no seu comportamento está diferente, não descanso enquanto ela não não me disser o que se passa. E aí é que surge o problema, porque ela normalmente diz que está tudo bem, que não se passa nada. E eu, nessas alturas, penso para mim: "Ou é, mais uma vez, a minha imaginação fértil a dar frutos e eu estou a imaginar coisas, ou então, fiz algo de errado que a ofendeu e nem sequer dei conta" (que é o que normalmente acontece). E pronto, lá tenho eu de andar a investigar, a fazer mil e uma perguntas, a inventar cenários hipotéticos na minha cabeça, porque ela simplesmente não me diz o que se passa, principalmente se fui eu que meti água. Quando eu, qual Sherlock Holmes, finalmente descubro, lá vou falar com ela e tentar que as coisas se resolvam da melhor maneira, porque se vir que ela não está bem, eu próprio também não me consigo sentir bem e isso é uma chatice.

O que eu quero demonstrar com este exemplo é que meto a pata na poça muitas vezes, mas também que me preocupo em saber se está tudo bem, e faço de tudo para que tudo volte ao normal, se não estiver. Porque, para mim, é fundamental haver esta preocupação, esta procura constante de harmonia e felicidade dentro dos nossos lares. Só assim me sinto bem e penso que isso é fundamental para que as relações funcionem, isto é, sabermos que tanto nós como a outra parte, dependemos um do outro para nos sentirmos bem e estamos dispostos a fazer o que estiver ao nosso alcance para que vivamos ambos felizes. Para mim, a isso se pode chamar viver em comunhão e estar verdadeiramente casado com alguém. 

 Este post faz parte da rubrica Celebração do dia de São Valentim

Celebração do dia de S. Valentim - Capítulo I

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Com o dia de S. Valentim a aproximar-se, decidi, abrir uma rubrica no blog que consiste em apresentar um texto por dia até catorze de fevereiro sobre quais as máximas que tento seguir para obter sucesso na minha relação, isto é, para fazer a minha Princesa Dulcineia feliz. 

 

A primeira reflexão tem a ver com A importância do diálogo numa relação

 

Dir-me-ão que sou muito novo ou inexperiente para dar conselhos ou sequer opiniões sobre casamento ou qualquer outro tipo de relações. Pois bem, é verdade que seis anos de namoro e quase dois de casamento não me dão estatuto para dizer o que quer que seja, não me tornam em nenhum expert nestas matérias. No entanto, há coisas que se sabem desde o primeiro dia, enquanto que outras só se vão tornando claras ao longo do tempo. No que diz respeito à importância do diálogo, todavia, não há que enganar, esta é, para mim, uma verdade La Palice. Uma relação em que não há diálogo, em que não existe abertura, proximidade e intimidade suficiente entre os dois para que se fale de tudo o que nos alegra ou preocupa, essa é uma relação que não está no rumo certo. Temos de nos sentir à vontade para falar dos nossos medos, dos nossos desejos e anseios, ao mesmo tempo que devemos estar disponíveis para ouvir quem nos conhece melhor e acatar os seus conselhos. Não há ninguém no mundo que nos queira melhor do que esse alguém que divide connosco os nossos dias e, por isso, os seus conselhos deverão ser considerados valiosíssimos para nós. 

Posto isto, acredito ser fundamental que guardemos um bocadinho do nosso dia para perguntar a quem temos ao nosso lado como foi o seu dia, o que a está a alegrar ou a entristecer. Devemos tentar saber do que ela sente falta ou apenas perguntar a sua opinião sobre uma decisão que temos de tomar. A pessoa que temos ao nosso lado, e até nós mesmos, vai acabar por perceber que a sua opinião é realmente importante para nós e que nós estamos dispostos a mudar o que temos de menos bom, apenas porque ela acha que o devemos fazer. 

Este tipo de diálogos, quando mantidos diariamente, vão tornar o casal mais próximo, mais íntimo, mais confiante e é isso que depois lhe vai dar força quando chegarem os momentos menos bons e em que a força do casal vai ser testada. 

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