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Trinta por uma linha

Carta aberta à minha esposa

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Seria fácil simplesmente dizer que te amo, já que as palavras fogem da boca, quase sem querer. Seria ainda mais fácil encher-te de presentes, pois mereces cada um deles e todos os outros que te pudesse dar. Também poderia simplesmente oferecer-te a mais bela e cheirosa das flores, colhida no mais rico e formoso jardim, para que esta tentasse igualar a tua beleza. Ou então, levava-te a passear e viajávamos para um destino que almejasse estar à altura da tua graciosidade.

No entanto, sinto que tudo isso é parco. Não há presente que te mereça, flor que te iguale, nem palavras que cheguem para a tua semântica. 

Assim, tudo o que posso fazer é sentir e agradecer.

Sentir a felicidade e a realização de ter alguém como tu ao meu lado, que escolheu "um refinado patife" como eu para partilhar o resto dos seus dias. Sentir o privilégio de ser o primeiro a contemplar a beleza do teu olhar que combina na perfeição com a inocência do teu ser.

E agradecer. Agradecer tudo o que dás de ti, para que haja, a cada dia que passa, uma melhor versão de mim. Agradecer o caminho que me mostras, mesmo quando eu teimo em não o querer seguir. Agradecer o facto de alguém tão bondoso como tu aceitar ser o alicerce desta união que, se Deus quiser, trará rebentos de alegria para nós e todos os que nos acompanham.

 

Obrigado.

 

Feliz dia de São Valentim

Um anjo na terra

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Como não poderia deixar de ser, neste dia vou dedicar o post de hoje à minha Dulcineia. Não há muito para dizer, sendo que muito do que há deve-lhe ser dito a ela e a mais ninguém. No entanto, há também que ser justo e dizer sem quaisquer rodeios o que ela representa para mim.

Muitas vezes dou comigo a pensar na sorte que tive em encontrar alguém assim. Poderá parecer um pouco bajulador da minha parte, mas garanto-vos, com a honra da minha palavra, que tudo o que aqui escrevo é o que sinto em todo o meu coração. Ora estava eu a dizer, que tive sorte em conhecer alguém assim. E foi mesmo sorte, porque o destino nos colocou a morar praticamente um ao lado do outro desde que ambos nascemos, só para garantir que não houvesse desvios na história que já estava escrita. Logo a partir daí, já não havia muito a fazer, conhecemo-nos desde novos e desde cedo nos tornamos amigos. Também não posso negar que não tinha sido obra da fortuna, o facto de sermos ambos muito parecidos na forma de pensar e de estipular as nossas prioridades. Só havia uma coisa que nos separava, ela era e é um verdadeiro anjo na terra, alguém com uma extrema bondade, inocente, mas segura de si, sempre pronta a perdoar e a fazer o bem aos que a rodeiam, nem que isso signifique prejudicar-se a si própria. Já eu, não tinha nem tenho uma ínfima parte da sua bondade, não sou muito bom a perdoar e apesar de gostar de ajudar os outros, também penso muito em mim próprio. O que vos estou a dizer agora é algo que sei desde muito novo e, por isso, percebi também desde muito cedo, que era por ali que o meu futuro deveria passar. E pronto, já sei que nesta altura os aduladores do amor à primeira vista me vão atacar, mas em minha defesa, posso dizer que não houve oportunidade para haver amor à primeira vista desde que nos conhecemos desde sempre, houve sim oportunidade para perceber que, mais cedo ou mais tarde, haveríamos de pertencer um ao outro, era como se estivesse escrito nas estrelas. E assim foi, no momento certo, quando se proporcionou, aproximámo-nos, amámo-nos e é assim até ao dia de hoje. O amor que sentimos um pelo outro é puro, mas quando temos ao nosso lado alguém tão bondoso, autêntico, carinhoso e que conjuga a beleza com tudo isso, as coisas tornam-se mais fáceis. E o que sinto é que estão cada vez mais fáceis e naturais. Tive sorte e agradeço todos os dias a quem a pôs no meu caminho. Só assim, sou hoje quem sou, só deste modo pude ser eu, um eu que não existiria se não houvesse nós. 

 

Resumindo, Essa miúda é a minha miúda!

 

 

 

Celebração do dia de S. Valentim - Capítulo I

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Com o dia de S. Valentim a aproximar-se, decidi, abrir uma rubrica no blog que consiste em apresentar um texto por dia até catorze de fevereiro sobre quais as máximas que tento seguir para obter sucesso na minha relação, isto é, para fazer a minha Princesa Dulcineia feliz. 

 

A primeira reflexão tem a ver com A importância do diálogo numa relação

 

Dir-me-ão que sou muito novo ou inexperiente para dar conselhos ou sequer opiniões sobre casamento ou qualquer outro tipo de relações. Pois bem, é verdade que seis anos de namoro e quase dois de casamento não me dão estatuto para dizer o que quer que seja, não me tornam em nenhum expert nestas matérias. No entanto, há coisas que se sabem desde o primeiro dia, enquanto que outras só se vão tornando claras ao longo do tempo. No que diz respeito à importância do diálogo, todavia, não há que enganar, esta é, para mim, uma verdade La Palice. Uma relação em que não há diálogo, em que não existe abertura, proximidade e intimidade suficiente entre os dois para que se fale de tudo o que nos alegra ou preocupa, essa é uma relação que não está no rumo certo. Temos de nos sentir à vontade para falar dos nossos medos, dos nossos desejos e anseios, ao mesmo tempo que devemos estar disponíveis para ouvir quem nos conhece melhor e acatar os seus conselhos. Não há ninguém no mundo que nos queira melhor do que esse alguém que divide connosco os nossos dias e, por isso, os seus conselhos deverão ser considerados valiosíssimos para nós. 

Posto isto, acredito ser fundamental que guardemos um bocadinho do nosso dia para perguntar a quem temos ao nosso lado como foi o seu dia, o que a está a alegrar ou a entristecer. Devemos tentar saber do que ela sente falta ou apenas perguntar a sua opinião sobre uma decisão que temos de tomar. A pessoa que temos ao nosso lado, e até nós mesmos, vai acabar por perceber que a sua opinião é realmente importante para nós e que nós estamos dispostos a mudar o que temos de menos bom, apenas porque ela acha que o devemos fazer. 

Este tipo de diálogos, quando mantidos diariamente, vão tornar o casal mais próximo, mais íntimo, mais confiante e é isso que depois lhe vai dar força quando chegarem os momentos menos bons e em que a força do casal vai ser testada. 

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