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Trinta por uma linha

Disciplina, autocontrolo e força de vontade, os três pilares do sucesso

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Tenho vindo a falar da importância de estabelecermos objetivos na nossa vida. Eles são, como já referi, autênticos faróis que trazem um sentido autêntico à nossa vida e nos fazem navegar com um rumo bem definido. Também sei que a maior parte das pessoas têm objetivos para a sua vida. Uns mais bem definidos, outros nem tanto, uns mais nobres, outros mais mundanos. Há toda uma vasta variedade de objetivos que têm todos a mesma finalidade, o alcance de um bem estar que nos traga felicidade para a nossa vida. 

Ora, hoje, apetece-me falar um pouco sobre como atingirmos esses objetivos, ou melhor ainda, que virtudes devemos praticar, reforçar e estimular para criarmos o caráter certo que nos permita atingir as nossas ambições. Na minha opinião, tudo parte de três pilares básicos, que são consequência uns dos outros e que, combinados, nos fazem atingir o que queremos. Tudo começa com o nosso querer, do quanto desejamos atingir determinado objetivo. Só algo que desejamos ardentemente é que nos vai fazer mudar a nossa maneira de viver o dia-a-dia de modo a que consigamos atingir as metas a que nos propomos.

Assim, em primeiro lugar, devemos cultivar uma disciplina de ferro. Só seres disciplinados conseguem atingir os seus objetivos, só os que conseguem criar rotinas disciplinadas e que seguem religiosamente conseguirão chegar onde pretendem. É obvio que há pessoas que, por natureza, são mais disciplinadas que outras, mas todos nós nos podemos "disciplinar". A disciplina treina-se, exercita-se, torna-se um hábito.

Quando isto acontece, chegamos ao segundo pilar, o autocontrolo. Depois de nos tornarmos disciplinados, é mais fácil atingirmos o controlo sobre nós mesmos. Por muito que não nos apeteça fazer alguma coisa, sabemos que a devemos fazer, e sabemos que é através dela que vamos dar mais um passo rumo ao nosso objetivo final. Ao abdicarmos de estar sentado em frente à televisão, para irmos correr durante uma hora, quando o nosso objetivo é melhorar a nossa saúde, estamos a dizer à nossa mente que somos nós que estamos em controlo.

Por fim, para que tudo isto aconteça, tem de haver uma enorme força de vontade, que tal como a disciplina e o autocontrolo, é treinável. Uma das técnicas para aumentarmos a nossa força de vontade é, por exemplo, fazermos algo em que não nos sentimos confortáveis. Ao predispormo-nos a fazer algo fora da nossa zona de conforto, estamos a forçar o nosso querer, estamos a fortalecer a nossa vontade. 

Estes três pilares, quando conjugados, são um passo enorme rumo ao sucesso na obtenção dos nossos objetivos, porque quem quer muito alguma coisa, quem está disposto a abdicar de algo para obter essa coisa e se preparar para lutar incessantemente por ela, vai acabar por ir ao seu encontro.

A consistência das nossas ações

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Ultimamente tenho lido alguns estudos sobre aquisição de hábitos por parte dos seres humanos. Segundo esses mesmos estudos, é preciso que façamos algo durante vinte e um dias ininterruptamente para que essa mesma atividade se transforme num hábito. Por outras palavras, é preciso que façamos algo durante esse período de tempo sem falhar um único dia, para que essa atividade passe a fazer parte da nossa rotina e para que, de certa forma, comecemos a sentir falta dessa atividade.

Esses mesmos estudos referem que, depois de adquirido, esses hábitos são muito difíceis de abandonar. Afirmam, inclusive que não é possível apagar um mau hábito, por exemplo. O que é possível é substituí-lo por outro hábito, que se espera ser mais positivo.

E falando destes bons hábitos, chegamos onde queria. Tony Robbins, um famosíssimo orador americano diz que "Se quisermos ter controlo sobre a nossa própria vida, temos de ter controlo sobre as nossas ações mais consistentes. Não é o que fazemos de vez em quando que molda a nossa vida, mas sim o que fazemos de forma consistente." Se quisermos melhorar a nossa vida, se queremos dominar a nossa existência de forma a nos sentirmos mais realizados, se queremos mudar aquilo que menos gostamos na nossa vida, temos de refletir sobre o que devemos começar a fazer e, tendo decidido, temos de implementar essas mesmas ações de forma consistente, até que elas se tornem um hábito na nossa vida, como se fossem a nossa segunda pele. Alguém disse que "a repetição é a mãe da capacidade" e é exatamente isso que está aqui em questão. Se queremos melhorar, porque há sempre espaço para melhorar, temos de ter consciência que há coisas para mudar, e, para mudar, teremos de ser insistentes e consistentes nos nossos atos e não só o fazer de vez em quando, esperando resultados maravilhosos.

As três histórias da vida de Steve Jobs - Capítulo II

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A segunda história é sobre amor e perda.

 

Tive sorte. Descobri o que amava fazer muito cedo na minha vida. Woz e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhávamos muito, e em dez anos a empresa tinha crescido de duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e 2 biliões de dólares. Tínhamos lançado a nossa melhor criação - o Macintosh - um ano antes, e eu tinha acabado de completar 30 anos.

Foi então que me despediram. E perguntam vocês, "Como é que alguém pode ser despedido da empresa que criou? Bem, à medida que a empresa crescia, contratámos alguém supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo e, durante um ano as coisas correram bem. No entanto, as nossas visões sobre o futuro começaram a divergir, e a rutura foi inevitável - porém, o conselho ficou com ele. Assim sendo, aos 30 anos, eu estava desempregado. E de modo muito público. O foco da minha vida adulta tinha desaparecido, e a dor foi devastadora.

Por alguns meses, eu não sabia o que fazer. Sentia que tinha desapontado a geração anterior de empresários, que tinha derrubado o bastão que eles me tinham oferecido. Desculpei-me diante de pessoas como David Packard e Rob Noyce. Como já referi, o meu fracasso foi muito divulgado, e pensei em sair de Silicon Valley. Mas  percebi que amava o que fazia. O que acontecera na Apple não tinha mudado esse amor. Apesar da rejeição, o amor permanecia, e por isso decidi recomeçar.

Não percebi, na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos mais criativos períodos da minha vida.

Nos cinco anos seguintes, criei duas empresas, a NeXT e a Pixar, e apaixonei-me por uma pessoa maravilhosa, que se tornou na minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme animado por computador, Toy Story , e é hoje o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT. Eu voltei à empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT é o cerne do atual renascimento da Apple. E eu e Laurene criámos uma família maravilhosa.

Estou certo de que nada disso teria acontecido sem a demissão. O sabor do remédio era amargo, mas creio que o paciente precisava dele. Quando a vida vos atirar pedras, não se deixem abalar. Estou certo de que o meu amor pelo que fazia é que me manteve ativo. É preciso encontrar aquilo que vocês amam - e isso aplica-se ao trabalho, tanto quanto à vida afetiva. O vosso trabalho será uma parte importante na vossa vida, e a única maneira de sentir satisfação completa é amar o que vocês fazem. Caso ainda não tenham encontrado, continuem a procurar. Não se acomodem. Como é comum dos assuntos do coração, quando encontrarem, vocês simplesmente saberão. Tudo vai melhorar, com o tempo. Continuem à procura. Não se acomodem.

Uma questão de postura

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Enquanto professor, sinto que a minha função junto dos meus alunos não se esgota na transmissão de um conjunto específico de conhecimentos. Para mim, um professor tem de ser muito mais que isso, tem de ter a capacidade de convencer os seus alunos pela sua maneira de estar e também pelo exemplo que representa para quem tem à sua frente. O professor é, para os seus alunos, um modelo. Pode, no entanto, ser um modelo para o que querem ser, ou um modelo de tudo o que não querem ser. Tendo isso em consideração, e sem querer entrar no território dos seus pais, que se esquecem, com cada vez maior frequência, dos seus deveres de educadores, dou comigo a dar autênticos sermões aos meus alunos, ou pelo menos àqueles que ainda me ouvem. Quando digo sermões, não me refiro à aceção mais corriqueira da palavra que é a de algum tipo de repreensão, refiro-me antes a um tipo de discurso que pretende aconselhá-los sobre a sua conduta, o seu modo de ver a realide ou até a maneira como estabelecem as suas prioridades. Faço isso com alguma frequência e regra geral não tenho grande dificuldade em adequar os meus discursos à idade do auditório que tenho à minha frente. Uma das ideias, que tenho para mim, como uma das mais importantes a passar aos meus pupilos tem a ver com a postura deles. No início do ano, quando temos menos margem de manobra e não podemos ser moles, digo-lhes mesmo que dou muito valor à postura que eles têm nas minhas aulas. Nesse momento, eles não percebem o que realmente lhes estou a pedir e limitam-se a sentarem-se direitos nas suas cadeiras. À medida que o ano vai passando, eu vou desenvolvendo a ideia. Digo-lhes que a postura é muito mais do que estar sentado de forma correta, o que para muitos já é uma vitória. A postura é saber estar, saber o que dizer, quando o dizer e a quem o dizer. Postura é saber ocupar o nosso lugar quando isso se justifica ou saltar fora dele quando é necessário. "A postura é", digo eu aos meus alunos, "a melhor forma que vocês têm de mostrar, aos outros, o tipo de pessoas que vocês são." E acrescento mesmo: "O que vos ensino em relação à língua portuguesa ou à língua inglesa é muito importante para o futuro, o que aprendem nas outras disciplinas também. No entanto, o que realmente vos vai transformar ou não em alguém com sucesso na vossa vida não são esses conhecimentos, mas sim a vossa postura. A vossa forma de estar no vosso dia-a-dia. Até podem não ser tão bons a nível de conhecimentos e técnicas, mas se souberem conciliar o pouco que sabem com uma conduta certa, com uma postura correta, terão o sucesso que desejarem."

Digo-lhes isto, vezes sem conta, ao longo do ano. Se fica alguma coisa ou não, é impossível saber, mas eu tento, tento muitas vezes, e saio das minhas aulas de consciência tranquila.

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